terça-feira, 27 de setembro de 2016

Mad World

"When people run in circles, it's a very very mad world..."

O verso é da canção "Mad World" da banda Tears for Fears, lançada no início dos anos 80. Mas a versão que escuto ao escrever este post é mais recente, do início dos anos 2000 e interpretada por Gary Jules, em uma pegada mais emotiva e simplificada.

Sobre a letra, Curt Smith, seu intérprete original no Tears for Fears, diz: "É muito mais uma canção de voyeur. É como olhar para um mundo louco através dos olhos de um adolescente."

Desde pequena, lembro de me pegar pensando, de repente, em como o meu humor, ou como a maneira em que eu me sentia num determinado momento, era definido por um conjunto de circunstâncias que nem sempre tinham a ver comigo (exceto pelo fato gritante de que era eu que racionalizava e interpretava a coisa toda, mas enfim.). Como um dia chuvoso e cinza, visto de dentro de um carro em movimento fazia o mundo parecer mais cruel, mais difícil de se viver. Como o mundo visto de uma rua menos movimentada à noite parecia perigoso e hostil. Como uma tarde de sol na cozinha de casa, enquanto o gatinho dormia junto à porta do quintal parecia ideal, cheia de sonhos de um futuro bom e alegre.

Essas impressões sempre me pareceram dadas pelo conjunto do que me cercava, o ambiente, a luz, a hora do dia, a condição climática, os sons, as companhias. Eu só estava observando, e percebendo aos poucos que meus sentimentos podiam ser influenciados por essas coisas todas. Mas sempre imaginava que se eu percebia aquilo, então certamente todos deveriam ter a mesma percepção.

Não sei dizer se estas impressões determinavam meus sentimentos ou se o oposto era verdade. Muito menos se alguém me acompanhava na viagem.

Mas ainda me pergunto qual era de fato o caso.

Ultimamente, estes flashes de sensações são menos comuns, mas um conjunto de dados, de experiências e de informações, que se acumula ao longo de dias, de meses, me passa uma outra impressão, menos fugaz e mais profunda: a de que estamos todos doentes, loucos, indo mal.

É o conjunto de tanta coisa, que nem sei se conseguiria listar. São as pessoas que precisam passar na sua frente em qualquer oportunidade, nem que seja para chegar a lugar nenhum, nem que seja para pegar o mesmo trem que você, parar no mesmo semáforo, desde que estejam na sua frente. É a falta de comunicação, em meio a tantos posts em tantas redes sociais. É o distanciamento dos amigos, dos parentes. É a dificuldade em encontrar alguém que preste atenção ao que você diz, ao que você mostra, ao que você sente. É a descrição do que fizeram com o cavaleiro inglês quando perdeu uma batalha na Idade Média. Ou do que seu rei fez com os escoceses quando consegui sua revanche. São os testes nucleares da Coréia do Norte. É a maneira como nos tratamos, como tratamos outros povos. A maneira como tratamos os animais. É a mãe que puxava a menina de rosto quase todo queimado pela rua do lado do hospital, como se a menina já não tivesse motivos suficientes para sofrer nessa vida. São as pessoas te atacando com as suas próprias opiniões cada vez que você tenta dar a sua. É a necessidade de estarmos certos o tempo todo. É um tudo, que não cabe aqui descrever. Olhando o conjunto, me parece um mundo muito doente, muito louco, a canção faz sentido: It's a very, very mad world.

Gostaria que esta impressão fosse menos duradoura e mais fugaz. Que passasse logo, pois me tira um pouco o fôlego estar imersa nela; me tira um pouco o sossego tamanho pessimismo de minha parte.

Me pergunto se tudo que observo acaba definindo meus sentimentos, ou se o oposto será verdade. Me pergunto também se alguém mais me acompanha nesta viagem.




terça-feira, 31 de maio de 2016

Trip to Paraty

Last week we had a holiday on Thursday, so some friends and I decided to pack our bags and have an extended weekend trip.
We chose to go to Paraty, a little and quaint beach town on the south shore of Rio de Janeiro - the state, not the city, just to be clear.
Temperatures back home were dropping and so we feared there wouldn't be much for us to do over there, but in true Rio de Janeiro form, the sun came out and we had lovely sunny days, perfect for enjoying the old town and the beaches all around.
Here are some pics I took from the trip:











If you are planning to visit Paraty any time soon, I recommend sticking to the old town, which is charming and full of stores and restaurants. The new town in very unattractive.
Taking a boat tour is another must! Do it on a sunny day, so you can enjoy the ocean and beaches in all their glory.

- xo -